Morreu John W. Backus, com 82 anos
John W. Backus construíu e liderou a equipa da I.B.M. que criou a linguagem Fortran, a primeira linguagem de programação utilizada em larga escala, o que abriu o caminho para a era da computação moderna. Backus morreu no sábado passado na sua casa em Ashland. Tinha 82 anos.
A sua filha Karen Backus anunciou a morte, alegando que a família não conhece outra causa para além da velhice.
A linguagem Fortran, lançada em 1957, foi o ponto de viragem na área do software, da mesma forma que o microprocessador foi a revolução na área do hardware, de acordo com J.A.N. Lee, um historiador da computação.
O Fortran mudou o modo como os seres humanos comunicavam com os computadores, fazendo com que fosse mais fácil fazê-lo. Deste modo, o Fortran foi a primeira linguagem de programação de alto nível.
O sr. Backus e a sua jovem equipa, na época todos nos seus 20s e 30s, idealizou uma linguagem de programação que combinava termos em inglês com álgebra. O Fortran, diminutivo para Formula Translator, era muito semelhante às fórmulas algébricas que os cientistas e engenheiros usavam no seu dia-a-dia. Com algum treino, tornava-se muito mais fácil ler, adaptar e criar programas escritos em Fortran do que noutras linguagens da época.
Numa entrevista dada há alguns anos atrás, Ken Thompson, programador do sistema operativo Unix nos Laboratórios Bell em 1969, afirmou que “95% das pessoas que programam nas linguagens existentes hoje em dia nunca o fariam se não tivesse existido o Fortran”. Acrescentou ainda: “Foi um passo gigantesco.”.
No projecto Fortran, o sr. Backus atacou dois problemas fundamentais na computação – como fazer com que a programação se tornasse mais fácil para o Homem e como estruturar o código da linguagem para que isso fosse possível. John W. Backus continuou a trabalhar nestes desafios na maior parte da sua carreira e encorajou outros a seguir os seus passos.
“A sua contribuição foi imensa, e influenciou o trabalho de muitos, incluíndo o meu” disse ontem Francis Allen, membro reformado de uma equipa de investigação da I.B.M. .
Traduzido de NY Times
É de facto um nome marcante na área da computação e portanto há que homenagear devidamente o senhor. Se não fosse o trabalho que desenvolveu ao longo da sua carreira, o mais provável era nenhum dos leitores saber, hoje em dia, nada sobre esta ciência que tão desenvolvida se encontra actualmente. Tornou-se mais uma ciência das massas, não tanto quanto muitos desejariam, mas o suficiente para que haja todo um ambiente de coesão à sua volta.
Que descanse em paz!
Ruby on Rails – novo vício
Estou a desenvolver um CMS que tem como principal objectivo possibilitar que todas as escolas criem um site totalmente personalizado às suas actividades. Está a ser escrito em PHP e a base de dados será em MySQL e estou a fazê-lo em conjunto com mais 2 programadores. Ora, para programar o painel de administração são necessárias cerca de 2 a 3 mil linhas de código, o que envolve muito trabalho, muitas definições, muitas condições e uma boa capacidade de debugging. É o meu primeiro projecto levado 100% a sério como programador e portanto, há que trabalhar no sentido de o acabar dentro dos prazos estabelecidos pela disciplina de Área Projecto, já que foi pensado no âmbito da mesma.
Já tinha ouvido falar da linguagem Ruby e da famosa plataforma Rails e há menos de uma semana atrás decidi experimentar. Instalei o Eclipse e o módulo para programar em Rails e desde então tenho aprendido que RoR é uma plataforma fantástica para quem quer fazer o seu site de forma dinâmica e sem grandes esforços. Ainda só tenho umas horas de programação a sério em cima, mas espero fazer bons e úteis trabalhos nesta linguagem. Aconselho todos os programadores a experimentá-la, dado que é de fácil e rápida aprendizagem e permite realizar tarefas complexas e aborrecidas de forma simples.
Em breve dou mais novidades relativamente ao trabalho que estou a desenvolver na plataforma do momento.
GLAT – Google Labs Aptitude Test
Vi isto numa das minhas pesquisas pelo Google.

Como o próprio nome diz, esta é uma versão dos testes que se fazem para se entrar no Google Labs. O mais curioso é que são testes totalmente fora do vulgar, orientados para a resolução de problemas e cultura geral. Com os dados preenchidos nestes testes, o Google apenas selecciona as pessoas que melhor se encaixam na filosofia da empresa. É um dado curioso e bastante interessante, sem qualquer dúvida.




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