Novas áreas de estudo
Mais de um mês depois de ter escrito o último post, decidi voltar a entrar aqui no blog e escrever um texto que explique o porquê desta ausência. Acontece que estive em fase de testes e sem grande paciência para o estudo da área que mais adoro (a informática), no entanto com a chegada do Verão o tempo livre abunda e a minha mente prospera, como tenho reparado com os ultimos verões.
Vou, então, apresentar quais as minhas próximas áreas de desenvolvimento e estudo:
- Desenvolvimento de um projecto relacionado com a comunidade Portugal-a-Programar, projecto esse que já planifiquei e já comecei a desenvolver. É algo que espero que não demore muito tempo até poder apresentar uma versão ao público e é algo que será muito útil aos programadores de todo o nosso país, espero.
- Desenvolvimento de dois websites: um para a rádio online que pretendo criar e outro website pessoal que nunca cheguei a criar.
- Desenvolvimento de um portal nacional de scores de overclocking. Este projecto é liderado por vários administradores e moderadores de vários foruns de renome nacional e estou integrado nessa vasta lista.
- Criação de uma rádio online dedicada ao estilo de música trance (um projecto muito pessoal, com objectivos a curto prazo).
- Criação de um blog exclusivo para pessoal que gosta de ouvir trance, blog que deverá ser actualizado diariamente com as músicas novas do momento.
- Estudo da área "Penetration Testing" (algo que já comecei a fazer), com integração do utilizador no BackTrack, uma distribuição Linux com uma montanha de ferramentas de remote exploiting, spoofing, remote scanning,etc.
Espero cumprir estas tarefas e apresentar alguns textos técnicos sobre as diversas áreas nos próximos meses. Pretendo tambem continuar a minha evolução na linguagem PHP e começar a abordar o Python de forma séria.
Está dada a explicação. Por agora tenho de ir estudar (e não vou aproveitar a praia deste radiante Domingo, devido aos estudos…) porque ainda tenho dois testes para a próxima semana (ultima semanita de aulas).
Microsoft pondera comprar Yahoo?
Segundo o The Wall Street Journal, a Microsoft tem planeado a aquisição do portal e do motor de pesquisa Yahoo, com vista a fazer frente ao Google. O The Wall Street Journal não cita as fontes, mas afirma que uma facção da Microsoft tem planeado a compra do Yahoo, no entanto os planos estão, neste momento, parados.
O Yahoo vale cerca de 45 biliões de dólares e a Microsoft teria de pagar um valor substancialmente mais elevado para que a proposta fosse aceite. A Microsoft é conhecida por fazer aquisições milionárias, mas tambem pelo facto de não arriscar nas aquisições bilionárias. A empresa tem investido significativamente no portal MSN e na iniciativa Live Software, o que indica que estão a apostar no crescimento do negócio na web. O que mais valoriza esta iniciativa, é que todo o processo está a ser feito através da melhoria nos produtos internos, em prol da aquisição de novas empresas e produtos.
Uma parceria deste género entre a Microsoft/Yahoo só faria com que a empresa de Redmond competisse mais com o Google, a empresa com mais sucesso na web até ao momento. Para além disso, acredita-se que o Google esteja a preparar um editor de texto online que intensificará a competição com os produtos Office da Microsoft.
Programação com PHP 4.3 de Carlos Serrão e Joaquim Marques – análise
Programação com PHP 4.3 de Carlos Serrão e Joaquim Marques é um livro que aborda temas como a instalação do PHP 4.3 em diversas plataformas, explicações sobre conceitos PHP 4.3 e respectiva sintaxe, explicações sobre gestão de cookies e sessões, sistemas de comércio electrónico, segurança, desenvolvimento de aplicações com XML, truques e técnicas na utilização do PHP 4.3 e de algumas ferramentas associadas.
Escrito por Carlos Serrão e Joaquim Marques, ambos com mestrados na área da Gestão de Sistemas de Informação pelo ISCTE e com cargos na ADETTI em acções de Investigação e Desenvolvimento (I&D), este é um livro que tem como público alvo os jovens programadores que queiram aprender a programar em PHP, concentrando toda a acção á volta do desenvolvimento de um site dinâmico. O livro baseia-se essencialmente na demonstração de acções através de scripts acompanhados por uma explicação dos mesmos. Assim sendo, temos acesso a uma panóplia de scripts que o leitor pode adaptar consoante as suas necessidades.
O livro aborda temas importantes e comuns na programação de um site dinâmico como instruções SQL, armazenamento em bases de dados, armazenamento de dados e ficheiros XML, utilização de sessões ou de cookies, definição de permissões, ficheiros,entre outros. É, portanto, um livro muito completo, com um enorme número de scripts disponíveis, do qual o utilizador pode tirar todas as informações necessárias para desenvolver as suas primeiras aplicações em PHP.
É um livro recomendado a todos os novos programadores que se queiram iniciar em PHP e a estudantes universitários que abordem a linguagem, já que este tem uma vertente prática e oferece uma explicação sucinta dos conteúdos fulcrais da iniciação na mesma. O Portugal-a-Programar recomenda a leitura deste livro.
Software do Mês : kdissert
Enquanto um jornalista escreve um artigo, surgem inúmeras ideias e pensamentos na sua cabeça. A tarefa mais complicada é ligar essas ideias de forma a que os leitores compreendam qual o verdadeiro significado das frases construídas. Para ajudar os jornalistas, os bloggers e os escritores a organizar essas ideias, surge o kdissert.
O kdissert, projecto liderado por Thomas Nagy é uma aplicação de mind mapping que tem como objectivo ajudar quem escreve a organizar as ideias. Poderá ser útil na escrita de teses, dissertações, apresentações e até de livros. O programa permite-nos criar um mapa de ideias, que ajuda a estruturar os pensamentos que vamos tendo enquanto escrevemos ou, se o escritor preferir, antes de escrevermos. Com a criação destas estruturas, as probabilidades de escrevermos um texto mais ordenado e com mais qualidade são maiores.
Com o kdissert, organizamos os pensamentos numa página dinâmica, criamos links entre ideias, ordenamos os conceitos, organizamos, reorganizamos, adicionamos links ou imagens,etc. Os documentos resultantes podem ser ficheiros PDF,imagens, documentos LaTex, documentos HTML para págins web, ou ficheiros OpenOffice.org Impress.
A palavra dissert em kdissert faz-nos pensar que a aplicação tem como públic-alvo estudantes universitários, no entanto este pacote é realmente fantástico para quem quer elaborar apresentações, por exemplo. Assim sendo, o público-alvo são todos aqueles que pretenderem organizar as suas ideias de modo a construírem um texto estruturado e de qualidade elevada. A última versão da aplicação está disponível no site oficial do kdissert (http://freehackers.org/%7Etnagy/kdissert/index.html).
O programa tem uma interface muito amigável ao utilizador, logo é de fácil aprendizagem. Recomendamos este programa a todos os bloggers que pretendem escrever artigos de qualidade, assim como aos estudantes universitários que têm teses para escrever.
As minhas experiencias em Linux
Antes de acabar as aulas decidi que nas férias iria ter uma experiencia longa em Linux. Já tinha visto qualquer coisa de Ubuntu 5.04 e de MEPIS, mas não me tinha esforçado o suficiente para compreender como se faziam algumas das tarefas mais básicas. Comecei a trabalhar em Linux a partir do dia 17 de Dezembro de 2005 e termino hoje, dia 1 de Janeiro de 2006. Pelo caminho tive mesmo muitos obstáculos que me poderiam ter feito voltar a um ambiente Windows. Mas o meu objectivo era mesmo testar até que ponto um informático conseguia realmente viver sem Windows.
Comecei por instalar o Ubuntu Breezy 5.10, no qual ainda me encontro neste momento. Aliás, pode dizer-se que os posts que foram colocados neste blog entre o dia 17 e o dia 1 foram todos escritos em Linux. A meio das férias decidi ir até ao MEPIS, uma distribuição de Linux muito boa para iniciantes, segundo alguns artigos que tinha lido. Estive uns 3 ou 4 dias em MEPIS e voltei novamente ao Ubuntu, visto que foi a distro que mais me entusiasmou desde o início, quer pelo facto de ter uma documentação muito boa, muito específica e pelo facto de ter uma comunidade sempre pronta a dar uma ajuda em casos extremos. Já o MEPIS apesar de ter uma documentação boa e ter uma comunidade forte tambem, contem alguns problemas de incompatibilidade com algumas placas de rede, nomeadamente a minha. Acho que foi uma das razões pelas quais saí fora do MEPIS.
Dia 17 entrei em Ubuntu e os primeiros problemas que encontrei foi saber como modificar os repositórios da sources.list, de forma a que o tráfego que gastasse fosse nacional. Facilmente encontrei solução para isso. Depois quis perceber porque razão os utilizadores que experimentavam Ubuntu com modems USB como o SpeedTouch diziam que não podiam colocar a distribuição a funcionar com internet. Após uma breve pesquisa percebi realmente que todos esses utilizadores ou estão enganados sobre o que lêem ou o que lhes dizem, ou realmente ainda não quiseram por as mãos nesta maravilha.
Enquanto estava em Ubuntu, o meu irmão recebeu uma pendrive que servia de dispositivo bluetooth para o pc. Então eu quis realmente por a funcionar essa pendrive aqui em Linux, de modo a que pudesse fazer trocas de ficheiros entre o telemóvel e o PC .
Tambem tinha lido que o Linux podia realmente ser tão bom media center como o Windows. Eu não compreendia como, visto que nem sequer uma musica ou um video conseguia por a funcionar. Mas lá pesquisei mais uma vez e encontrei soluções para o meu problema. Eram codecs que faltavam. Mas mesmo assim não consegui colocar as minhas musicas ou os meus videos a funcionar. A razão era simples: não tinha acesso ás partições do Windows. Estava a ficar farto de pesquisar e de tentar encontrar soluções para o meu problema, quando uma alma caridosa no IRC do Portugal-a-Programar me fez referencia a uma palavra mágica no mundo do Linux: Fstab. Lá fiz mais umas pesquisas e fiquei a salvo. Era mais fácil do que eu pensara.
Posteriormente, resolvi o problema das drivers da minha placa gráfica NVIDIA GeForce FX 5200 128Mb (velhinha, mas ainda está aí para as curvas). Como sou administrador de uma comunidade, instalei tambem um programa de FTP bem conhecido, chamado gFTP.
Por fim, consegui por o aMule a funcionar com filtros nacionais. E aí decidi experimentar o MEPIS, já que pelas minhas pesquisas encontrei referencia a muitas outras distribuições e passei os olhos por muita documentação oficial de outras distros.
SimplyMEPIS, uma distribuição Debian-based na qual podem navegar pela Internet enquanto instalam. A distribuição vem com o ambiente gráfico KDE como pre-definido, logo, como é típico do KDE, trás algumas dezenas de ferramentas, poupando assim o trabalho ao utilizador de as instalar (ou dando demasiado trabalho ao utilizador para descobrir do que realmente se tratam aquelas ferramentas todas). A nível visual é muito aprazível, apesar de que os meus gostos pelo GNOME ou pelo KDE não se diferenciam. Gosto de ambos. Julgo que ambos têm as suas próprias características, cada uma com a sua utilidade e beleza. Já vi começarem guerras em muitos foruns por causa do eterno debate GNOME vs KDE.
A verdade é que se souberem trabalhar com Ubuntu sabem trabalhar com MEPIS e o mesmo acontece com todas as distribuições baseadas em Debian. Os maiores problemas com MEPIS são encontrar repositórios nacionais para o apt-get e o problema de incompatibilidade com algumas placas Ethernet. E foi pelo facto do MEPIS ter problemas com a minha placa de rede que decidi de imediato voltar ao Ubuntu, onde tenho passado os ultimos dias de férias.
Considero que foi uma aventura que me instruíu muito no mundo da informática. Alem de serem código-aberto, as distribuições que testei têm todas as funções do Windows. Qualquer utilizador que faça o mínimo de esforço se adapta a este sistema operativo. O que é preciso é mesmo dedicação e paciência, alem de tempo e disponibilidade para resolver os problemas. Outra das razões que me levou a experimentar Linux foi o facto de eu ter preferências por sistemas operativos código-aberto. E é uma pena a Microsoft não abrir uma pequena percentagem do código dos seus produtos, ou não lançar produtos no mercado que pudessem ser alterados por programadores. Por outro lado é compreensível, já que a empresa é líder no mercado de sistemas operativos, apesar de apresentar um decréscimo nos ultimos anos face a alternativas como os sistemas Linux ou MAC OSX. Alem de que a Microsoft tem enfrentado todas as empresas de todos os outros sectores dentro da área da informática (segurança, base de dados, linguagens de programação) com o objectivo de aumentar o monopólio. Mas acontece que quanto mais tentam conquistar, mais são conquistadas. E já esteve mais longe da Microsoft apresentar soluções open-source, ou de abrir o códig-fonte de programas e aplicações mais antigas. Seria uma evolução muito boa se tal acontecesse. Eu acredito mesmo que um dia mais tarde a Microsoft se vai abrir ao mercado open-source. Mas talvez não passe de mais uma convicção pessoal.
Mas já estou a fugir ao assunto. Tenho alguns planos quanto a sistemas operativos a experimentar em tempos próximos. Tenho uma certa curiosidade pelo SUSE, pelo Fedora, pelo Gentoo e, principalmente, pelo OpenSolaris da Sun Microsystems. Mas isso já implicará novas leituras, algumas horas perdidas e muita vontade de trabalhar na área, facto que será reduzido com o recomeçar das aulas.
E porque é que tu não experimentas uma distribuição de Linux como o Ubuntu? Qual é afinal o grande medo? Será preguiça? Cá fica o desafio: se não souberes o que fazer para aprenderes mais alguma coisa na área dos sistemas operativos e tiveres vontade e motivação moral para o fazer, então faz o download do Ubuntu e começa já a trabalhar. Não é difícil, não dá assim tanto trabalho e faz com que o utilizador reaja com um auto-valorização no que toca ao seu lado informático. E todos nós temos um lado informático. Mas isso já é a minha vertente de Psicologia a falar por mim…
Versão Linux do Nepal ‘NepaLinux’ lançada
Com o número de utilizadores a crescer no país, Madan Puraskar Pustakalaya lançou o sistema operativo open-source NepaLinux, de modo a facilitar os problemas que as pessoas do Nepal têm com a língua inglesa. Com o lançamento deste sistema operativo, os habitantes do Nepal que utilizam software pirata podem começar a usar software do Nepal totalmente gratuito. Têm é de fazer o download e instalar a imagem do SO num CD.
O software já inclui programas como o Gaim,GIMp,Mozilla Suite, GnomeBaker CD/DVD Burning Utility, visualizadores de imagem, Jogos entre outros. O kernel do SO é a versão 2.6.12 e trás por defeito o GNOME 2.10 como ambiente de trabalho. A principal novidade do NepaLinux é o dicionário NepaLinux, com um SpellChecker e um GrammarChecker incluídos.
Na minha opinião, o NepaLinux é mais um passo no desenvolvimento tecnológico dos povos menos desenvolvidos. Apesar de muitos dos utilizadores do software não terem formação para lidar com este tipo de tecnologias, eu julgo que o facto de países como o Nepal adoptarem utilitários open-source como os principais é uma mais-valia para o país, visto que o utilizador vai poupar dinheiro. Mesmo sendo um país onde ainda se morre á fome e onde as condições económicas são influenciadas pelas condições climatéricas (lembro que o Nepal situa-se num local um pouco inóspito do planeta), optar pelo software código-aberto em função do software Windows é um primeiro passo para o desenvolvimento tecnológico do país.
Se todos os países com piores condições económicas e de fraca formação criassem uma distribuição Linux em prol de um SO Windows, o desenvolvimento tecnológico seria mais rápido e os utilizadores aprenderiam mais depressa sobre as novas tecnologias e consequentemente sobre outras culturas, outras línguas.
Não creio que a solução para os problemas políticos e económicos destes países seja a adopção de sistemas operativos código-aberto, mas, se ligarmos as coisas, conseguimos ver que pode haver relação entre a formação tecnológica e a situação económica e política de um país.
Seja como for, é de louvar este tipo de iniciativas e, neste aspecto, o governo do Nepal assim como os programadores do NepaLinux estão de parabéns…
Bíblia USB
Já não fazia um post aqui no blog há uns dias. Não por falta de tema ou de ideias para escrever (isso existem sempre muitas), mas sim por falta de tempo e, diga-se de passagem, demasiada dedicação ao Linux. Mas encontrei uma notícia um tanto ou quanto estranha, que me deixou com uma vontade insaciável de escrever.
Trata-se da Bíblia, a sagrada colecção de livros integrada numa só capa, na sua versão USB. Inclusivé já a podemos encomendar online. Este dispositivo USB é tambem um chaveiro, cujo lema poderia muito bem ser “A Bíblia no seu PC, a chave para a re-descoberta da religião que tanto ouviu falar na sua versão hi-tech.” mas tal não aconteceu, talvez porque seria um lema demasiado extenso e retiraria o sentido apelativo ao cartaz publicitário.
O gadget custa 30 dólares e pode ser incorporado em qualquer computador com Windows XP. Seria de facto uma boa iniciativa, uma boa aposta por parte dos seus criadores caso existisse a possibilidade de utilizadores de MAC OSX, Linux ou Windows 98 conseguirem correr o dispositivo USB. Acho incompreensível limitar a ‘Bible pendrive’ a um unico SO.
Se fizermos uma comparação histórica, ligamos o Linux, MAC OSX e Windows 98 aos hereges, ou aos povos sem acesso á palavra da salvação. O Linux é uma facção dos hereges: revoluciona o conceito de SO para o utilizador casual, facilita a aprendizagem do programador, abre horizontes para novos programas, novos métodos e novas tecnologias. Talvez seja por isso que a Bíblia USB exclua estes SOs, considerados alternativos. Esquecem-se que os alternativos levam esse nome até ao dia em que derrotam os principais. E aí sim, veremos uma Bíblia USB que não exclua nenhum SO, ou que exclua o software-mestre da Microsoft.

MIT encontra fabricante para portatil a 100$
A MIT anunciou hoje que escolheu a Taiwan’s Quanta, a maior fabricante mundial de portateis, para produzir o seu portatil de ultra baixo custo, desenvolvido por Nicholas Negroponte, presidente da Massachusetts Institute of Technology’s Media Lab. O portatil desenhado para ser vendido a $100 cada, ao governo de nações em desenvolvimento, está a ser usado em parte na iniciativa “Negroponte’s One Laptop Per Child”. Debaixo de acordo, a Quanta irá usar os seus recursos para desenvolver o portatil para a primeira metade do próximo ano, trabalhando ao mesmo tempo numa versão para ser comercializada.
Tal como diz a notícia retirada do portal Infortech United, a MIT (Massachussets Institute of Technology) decidiu que a Quanta Technologies é a empresa ideal para conceber o portátil a $100, destinado aos países em desenvolvimento. Para quem não sabe, a Quanta é uma empresa do Taiwan que fabrica e desenha peças para grandes empresas como a HP, Dell, entre outras. Na verdade, a Quanta e o MIT fecharam um acordo avaliado em 20 milhões de dólares com prazo contractual de 5 anos. Isto demonstra, de certo modo, a necessidade de dar oportunidade “igual” a pessoas que não tem acesso a essas oportunidades. A Quanta tentará ter o serviço acabado no quarto semestre de 2006, segundo fontes da news.com. As máquinas vão correr Linux e necessitarão de pouca energia para se ligarem, alem de poderem aceder á Internet por uma ligação, diga-se, com restrições.
As primeiras 5 a 15 millhões de unidades terão como destino países como a China. Brasil, India, Argentina, Egipto, Nigéria e Tailândia. O projecto conta tambem com patrocinadores de peso: AMD, Google, Brighstar, News Corp, Nortel e Red Hat. Enquanto uns apoiam a iniciativa, outros dizem que esta não irá ter sucesso. A Intel, por exemplo, através do seu “chairman” Craig Barrett afirma que os consumidores desses mercados em evolução pretendem computadores com as funções naturais a tal máquina. Greg Barrett afirma notoriamente que o projecto não irá correr bem. A própria História tem mostrado que “da” PCs aos pobres não é nada fácil. O projecto brasileiro “Computadores para todos”, promovida pelo presidente Lula da Silva foi um fracasso: questões políticas que nada tinham a ver com a evolução do projecto, problemas em relação ao hardware e um preço não acessível a todos os brasileiros foram algumas das causas que levaram a que este projecto não tivesse saído da secretária. Outro projecto como o Simputer tambem fracassou, desta vez na Índia.
Apesar destes fracassos, eu penso que a iniciativa de informatizar todo o país sub-desenvolvido é algo a tomar como caminho a seguir no mundo da informática, principalmente porque será uma motivação á programação, utilização e propaganda do software código-aberto. Alem de que poderá ser uma óptima prenda de Natal para muitas crianças que não tenham acesso ao mundo informático, mas isto só será possível daqui a um ano, penso eu.
Não é só em países como o Brasil, China ou Tailândia que existem crianças que sofrem desta carência de informatização: o fenómeno encontra-se tambem em Portugal. Talvez por não haver abertura de espírito suficiente ou vontade de investir na educação tecnológica dos filhos ou até mesmo por questões económicas, muitas crianças portuguesas não tem acesso regular á Internet, nem sequer a educação adequada nesse ramo.
Eu costumo frequentar uma loja de informática que ao mesmo tempo é uma sala e jogos em LAN (estilo cybercafe), localizada aqui na minha terra. Não vivo num meio propriamente ultra-civilizado: 15% dos habitantes da minha vila são lavradores e 30% desses habitantes são descendentes directos desses lavradores. As grandes famílias aqui da terra são famílias de lavradores. Existem tambem muitos descendentes de pescadores, miúdos que actualmente vivem em bairros cá na vila, sem acesso a algumas das coisas básicas de uma família. Ora, nessa loja que frequento para dar uns tirinhos no CS, encontro-me frente-a-frente com algumas das realidades duras do sub-desenvolvimento tecnológico: miúdos que não sabem ligar pcs, que pensam que dando uma paulada resolvem um problema, miúdos que nunca ouviram falar em soluções código-aberto ou em Linux. Acontece que esses miúdos precisavam de formação tecnológica, fora da escola que tanto odeiam, convivendo com miúdos da mesma idade, de formação superior. É um facto que não podemos ignorar.
E depois de dar essa formação, aí sim, poderíamos vender portáteis destes e desenvolver uma sociedade tecnológicamente mais equilibrada. Pois, no futuro, continuarão a existir aqueles que sabem muito e aqueles que nunca ouviram falar e pensam que sabem muito, limitando-se á sua ignorancia. Mas o maior deste problemas é que este fenómeno social da ignorância é quase hereditário, salvo raras excepções. Pais passam ignorância para filhos, que passam ignorância para netos. E continuaremos a ser portugueses, no fundo da escória da União Europeia….mas isso já é outra história…
Microsoft adopta icon RSS do Firefox
Numa das minhas leituras diárias de notícias que vão chegando ao e-mail, gostei bastante desta notícia, cujo conteúdo me fez sorrir:
De acordo com um anuncio feito no blog oficial da equipa RSS da Microsoft, esta, irá adoptar o icon de RSS do Firefox para uso no Internet Explorer 7. Aqui fica o anuncio oficial:
“Estou contente por anunciar que estamos a adoptar o icon de RSS usado no Firefox. John e Chris foram bastante entusiasticos, em nos terem permitido a utilização do seu icon de RSS. Esta não é a primeira vez que estamos a trabalhar em conjunto com a equipa Mozilla para discutir ideias sobre o Internet Explorer e o Firefox, e concerteza que não será a última.
Vamos usar o icon na barra de comandos do Internet Explorer sempre que uma página estiver associada com RSS Feeds, e vamos também usa-lo em outros sitios no browser, ou seja, sempre que for preciso representar visualmente RSS Feeds.
Mais uma vez, obrigado à equipa Mozilla por nos ter disponibilizado o icon, e nos ter ajudado a escolher a melhor opção para todos os utilizadores do browser.”
Isto é no mínimo irrisório para quem vê as coisas da forma mais competitiva. Nuna na minha cabeça passou a ideia de haver uma espécie de aliança entres browsers de diferentes empresas, com atitudes diferentes perante o mercado, com políticas diferentes em relação á informática. A Microsoft, com o IE6, destruía toda a concorrência ao Netscape, isto a partir de 1997, salvo erro. Para quem não sabe a Netscape é o que actualmente se chama Mozilla Software. Ainda se chama Netscape, por algumas vezes, á Mozilla.
Foi uma atitude nobre por parte da Mozilla: ceder o seu icon de RSS feeds ao gigante do software, provando assim que a Microsoft começa a ficar dependente de certas criações do mercado. No meu entender, a Microsoft poderia muito bem ter proposto uma nova imagem para os RSS Feeds e lutar por essa imagem com a sua influência, destronando mais cedo ou mais tarde a companhia rival, confundindo qualquer novo “user” na área da informática relativamente á verdadeira origem dos RSS Feeds.
Acontece que tal não aconteceu e que já vivi para ver a Microsoft ceder perante criações da Mozilla. Para não falar no IE7 BETA, que mais parecia o Mozilla Firefox com muito mais falhas e de skin azul….
Para quem vê isto como uma jogada de marketing da Mozilla, isto poder parecer, de facto, uma boa opção a tomar em relação á conquista de mais pontos na consideração do utilizador comum: “Se a Microsoft cede ás criações da Mozilla, porque não hei-de eu ceder?” Assim sendo, pode julgar-se esta como uma boa jogada da Mozilla-Netscape. Falta saber até que ponto (como é referido na notícia) serão as negociações entre a Microsoft e a Mozilla.
A nível pessoal, considero isto uma vitória para uma das empresas que mais admiro, tanto pelo trabalho que tem efectuado no mercado do open-source como tambem por ser das maiores rivais da Microsoft no que toca a browser e leitor de e-mail (Thunderbird vs. Outlook).
Espero que esta seja a primeira batalha vencida no meio desta longa guerra do software. E eu continuarei a ser um soldado do open-source….
G2G Share – censura “Googleana”
Estava uns artigos do famoso site Newsforge quando reparei numa notícia que me interessou. A notícia falava de um programa de nome G2G Share que tinha a função de criar pastas de partilha (estilo P2P -Peer to Peer), onde os ficheiros ficavam alojados nas contas Gmail dos utilizadores e os links para os downloads eram publicados no website do G2G Share. Qualquer pessoa que acedesse ao site podia fazer download dos ficheiros. O programa era baseado num script PHP e contava já com mais de 7 mil utilizadores e com 127 Gb e partilha.
“Se alguem quiser fazer download de um ficheiro na sua conta, os sistema liga-se e envia um e-mail com o ficheiro”, dizia Robbie Groenewoudt, o criador deo G2G Share com apenas 17 anos de idade.”Todos os processos são realizados pelo sistema, sendo que não existe grande possibilidade de aceder a passwords.” As labels do Gmail serviam de alojamento e listagem dos ficheiros e os donos das contas Gmail poderiam decidit quais os ficheiros que deviam partilhar e quais os que deviam permanecer não-partilhados.
Groenewoudt afirmava ter acesso á base de dados onde estavam guardadas as passwords: “Eu escrevi o algoritmo de encriptação. Os utilizadores têm de confiar em mim. Para que necessitaria eu das passwords das contas deles? Para que necessitaria eu de ter acesso ás suas contas?”. Groenewoudt recomendava que os utilizadores abrissem uma conta Gmail precisamente para o alojamento de ficheiros.
Acontece que o site foi abaixo, devido á intervenção do Google. As justificações são óbvias: o site do G2G Share infringe as regras internas do Google, no que toca a segurança do utilizador, assim como de possíveis problemas com empresas criadoras dos ficheiros partilhados.
Deste modo, temos aqui a primeira censura “Googleana”. Mas o Google não fecha as portas a novos projectos de programadores que estejam interessados em contribuir para a comunidade Google Hacks, desde que não infrinjam as regras do Google.
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